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Por ética, secretários e diretores da prefeitura não deveriam se candidatar a vereador

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A explicação é bastante simples e fácil de entender. O secretário de uma pasta da prefeitura, por exemplo, da Educação, da Criança e Juventude ou da Terceira Idade,  aproveitou-se dessa condição para atender ou não demandas desses grupos de eleitores. Aproveitando-se do cargo público, de recursos públicos e ainda recebendo para isso um salário acima da média (R$ 20.666,36 mil reais). Ou seja, sua candidatura é desleal com os demais candidatos ao cargo de vereador.

Digamos que esse secretário que tinha como objetivo sair candidato a vereador nessas eleições é procurado pela família de um adolescente que necessita ser atendido em um projeto. É possível imaginar que se o secretário/candidato identificar que o adolescente ou sua família pode não querer votar nele, priorizar outro adolescente. Ou você acha que isso não acontece?

Então veja, do ponto de vista ético ou do ponto de vista da condição de igualdade, numa disputa ao cargo de vereador, o secretário ou diretor da prefeitura tem uma enorme vantagem. Ele tem recursos públicos, ele tem carro com motorista para realizar visitas, está autorizado a fazer reuniões dizendo que o objetivo é avaliar uma condição para que o adolescente possa ser incluído em algum programa. Veja que pode amarrar a família a promessa de encaminhamento para um programa social.

Esse é apenas um exemplo. Muitas pessoas são iludidas na hora do voto. São envolvidas num jogo de cartas marcadas que sequer percebem que o voto delas já foi contado para determinado candidato.

Agora eu te pergunto isso é justo? Justo seria se todas as pessoas tivessem acesso aos serviços sem que houvesse uma sondagem em quem você ou sua família vai votar. Que o voto realmente fosse secreto. Mas experimenta buscar um serviço, um atendimento na área da saúde e comentar que se o secretário sair candidato não terá o seu voto. Certamente você irá para o final da fila ou não será atendido.

Por isso esses cargos são tão cobiçados – de secretário e diretor. Principalmente os  cargos em que o morador depende de um atendimento. É o chamado curral eleitoral disfarçado de atendimento público.

 

 

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